APH celebra 40 anos com ciclo de conferências sobre Horticultura e Sociedade

Hélder Muteia, Representante da FAO em Portugal | 3 Maio
Manuel Aires Mateus, Arquiteto  | 22 Junho
Luís Baena, chef | 27 Outubro, 17h30, sala 1
Gordon Seabright, diretor do projeto Eden| 30 Novembro, 17h30, Sala 1 

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, LISBOA

Gordon Seabright, diretor do Eden Project, encerra ciclo de Conferências 

Fundação Calouste Gulbenkian | 30 Novembro | Sala 1 | 17h30
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A Associação Portuguesa de Horticultura (APH) encerra o Ciclo de Conferências “4 Décadas, 4 Temas” com um convidado ilustre no mundo da Horticultura: Gordon Seabright, diretor do Eden Project, localizado na Cornualha, Inglaterra. 
 
O Eden Project é um marco na promoção da ligação entre as pessoas e as plantas. Neste visionário projeto vai-se ao encontro da apetência do público pela Horticultura, que lhe é apresentada numa narrativa enraizada na História, na necessidade e na dependência das plantas e, por extensão, do mundo natural. É um projeto único, ligando a horticultura e as pessoas, que nos vai ser explicado pelo seu Diretor.

APH lança livro para quem gosta de plantas

Mãos à horta é uma obra escrita por 15 autores, pertencentes aos Órgãos Sociais da Associação Portuguesa de Horticultura, de 2009 a 2014. Destina-se a leitores que, tal como nós, gostam de plantas e procuram na natureza o seu bem-estar físico e emocional com salvaguarda do equilíbrio do meio ambiente. Esta obra pretende dar uma ajuda, incentivando a criar e a cuidar da nossa horta ou jardim, por menor que seja o espaço disponível. 

COORDENAÇÃO
Maria Elvira Ferreira e Graça Barreiro


AUTORES
Ana Cristina Correia, Ana Cristina Ramos, Berta Gonçalves, Graça Barreiro, Isabel de Maria Mourão, João Moreira, J. Miguel Costa, José Alberto Pereira, Luís F. Goulão, Margarida Costa, Maria da Graça Palha, Maria Elvira Ferreira, Raúl Rodrigues, Rosa Isabel Guilherme,Teresa Mota

DISTRIBUIÇÃO  E VENDA
www.agrobook.pt | www.wook.pt
Livrarias FNAC; Estudantina (Beja); (Lisboa); Costa (Santarém)

EDITORA
Publindústria – Edições Técnicas

FORMATO: 170 × 240 mm

NÚMERO DE PÁGINAS: 323

PREÇO: 25€

Horticultura e Sociedade: a visão do chef Luís Baena 

Arq. Manuel Aires Mateus:  “As Plantas e a Arquitetura”

A APH convidou Manuel Aires Mateus, um dos mais prestigiados arquitetos portugueses, para uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a 22 de junho, sobre o papel das plantas na melhoria da qualidade e sustentabilidade dos edifícios, no bem-estar das pessoas e na criação de soluções de grande criatividade no projeto dos edifícios.  A moderação esteve a cargo do Arq. António Castel-Branco, professor da FAUL. 

Manuel Aires Mateus apresentou cinco obras realizadas pelo seu atelier nas quais privilegiou a integração entre espaço construído e espaço natural.
Destacamos a remodelação da ETAR de Lisboa, no Vale de Alcântara, cujo projeto repõe a ideia de continuidade do verde das colinas de Lisboa, numa sucessão  Monsanto-Vale Alcântara-antigo Casal Ventoso. A harmonia do espaço foi conseguida através da implantação de jardins no topo dos edifícios (pré-existentes e novos), usando plantas com reduzida necessidade de manutenção e regadas pela água depurada na ETAR.  «É um projeto gigantesco, o maior deste género que o nosso atelier alguma vez realizou», revelou Manuel Aires Mateus.

Junto à Laguna de Veneza, em Itália, o arquiteto liderou o projeto de implantação de um centro comercial, tendo como preocupações centrais a integração do edificado (7 hectares) num território frágil e a redução do seu impacto físico e visual na paisagem. Os edifícios foram instalados a uma quota abaixo do nível do solo e cobertos por um enorme manto vegetal, numa simbiose perfeita entre a Natureza e espaço construído.

No segmento residencial, a Casa da Muda, na Comporta, foi idealizada em função das espécies vegetais pré-existentes – sobreiros e pinheiros – e desenhada para se acomodar aos elementos naturais. O espaço construído circula à volta de um pátio central de 55m2 e abre-se à Natureza, deixando-a entrar no interior da casa através de enormes janelas envidraçadas.

«As plantas criam um equilíbrio real, mas também percetivo no edificado e nos seus habitantes. As plantas transmitem uma ideia forte de relação com o tempo, proporcionando uma sensação de harmonia. Temos que aprender a usar a Natureza para dar conforto à Arquitetura», afirmou Manuel Aires Mateus.

Hélder Muteia, Representante da FAO em Portugal inaugurou o Ciclo de Conferências

 

Hélder Muteia, Representante da FAO em Portugal e junto da CPLP, inaugurou o Ciclo de Conferências “4 Décadas, 4 Temas”, a 3 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Hélder Muteia deixou algumas notas relevantes sobre a importância da Horticultura na Sociedade, considerando que:

•Envolve 800 milhões de produtores
•É uma fonte de rendimento essencial
•Aumenta a disponibilidade de alimentos frescos na cadeia alimentar 
•Em alguns países ainda é considerada informal, ilegal ou condicionada

E apontou os desafios:

• Apostar na agricultura urbana e periurbana (horticultura)
• Novos paradigmas de desenvolvimento
• Novos quadros legais e institucionais
• Novas soluções tecnológicas (pesquisas)
• Resolver a questão das externalidades

No final da Conferência, Domingos Almeida, presidente da APH, resumiu as áreas onde a APH tem um importante papel a desempenhar como promotora dos saberes e do papel da Horticultura na Sociedade:

• Ajudar a trazer a Horticultura para dentro das cidades e para junto da população urbana, como garante da resiliência do sistema alimentar
• Contribuir para o aumento da produtividade e da eficiência da Horticultura
• Garantir a diversificação da produção alimentar (horticultura vs. commodities)

O Ciclo de Conferências “4 Décadas, 4 Temas” visa debater o papel da Horticultura perante os desafios da globalização, a sua função vital na produção de alimentos, mas também como garante da humanização dos espaços urbanos, através de uso de plantas nos edifícios e nas cidades. Não menos relevante é a função social e terapêutica da Horticultura no apoio a diferentes camadas da população.

A título de exemplo sobre a relevância económica da Horticultura, estima-se que mercado global de frutas e hortaliças atinja em 2016 um valor de 2,5 mil milhões de euros, um aumento de 79% face a 2011(*), resultante da crescente procura de alimentos saudáveis, convenientes e acessíveis.
A Horticultura tem uma função vital na produção de alimentos, na medida em que as projeções demográficas indicam que até 2050 a população mundial atingirá os 9 mil milhões, cerca de 2 mil milhões a mais do que na atualidade. Para dar resposta a este desafio global, a produção de alimentos deve crescer em pelo menos 60%.

Portugal e os países da Lusofonia têm um papel importante a desempenhar neste contexto. Segundo Hélder Muteia, «a procura por produtos hortícolas vai aumentar grandemente e é uma oportunidade onde a Lusofonia deve ter uma palavra a dizer. Sou favorável à criação de uma plataforma comum de desenvolvimento da Horticultura no Espaço Lusófono. É importante que tenhamos a capacidade de a pôr em prática, porque existe espaço para criação de sinergias entre países com uma língua, uma História e uma alimentação comuns».

O Ciclo de Conferências “4 Décadas, 4 Temas” prossegue ao longo deste ano de comemoração dos 40 anos da APH. Em Outubro é convidado da APH o chef Luís Baena e em Dezembro, Tim Smit, líder do projeto Eden, uma obra única de Arquitetura e Horticultura situada na Cornualha, Reino Unido, que inclui a maior estufa do mundo, abrigando plantas colhidas em todo o planeta.

cartaz_conferências_40anos_aph.pdf

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